O que significa Cultura do Design?

56 questões descompromissadas ao Deus do Design
(Enviado pelo Douglas D’Agostini)

Texto oriundo do informativo “sinal” da ESDI, publicado originalmente na revista alemã Stylepark-Magazin e traduzido pelo professor Freddy Van Camp (form. Esdi 1968). Escrito por um profissional alemão, Markus Frenzl, como uma crítica e uma reflexão sobre a situação local, ele remete também a situações semelhantes na realidade do design brasileiro e pode ser lido como uma contribuição à nossa própria reflexão. Markus Frenzl, designer formado pela HfG Offenbach am Main (escola parceira da Esdi na Alemanha), dirige o escritório 4gzl/designkontext, atuando como consultor em design e nos campos da concepção, estratégia e texto para diversas empresas, como Lufthansa, DaimlerChrysler, Messe Frankfurt, entre outras. Como autor e crítico de design publicou artigos em revistas como “Design Report”, “form”, “DU”, “Outlook”, além de livros e ensaios sobre design.


Porque não existe um Quarteto de Design? • Porque não existe um fomento nacional ao design? • Porque as pessoas são mais atingidas pelo cinema do que pelo design? • Os designers querem apenas ganhar dinheiro, os cineastas não? • Os designers são escravos da indústria? • Porque não existe um imposto compulsório para os designers? • Porque os simpósios de design são tão detestáveis? • O design é mais comércio do que cultura? • Como podemos fazer um frio produto da indústria nos falar ao coração? • O design tem uma função educativa? • É um diletantismo do consumo querer possuir coisas belas? • O design serve à auto-afirmação? • Coisas belas nos provêm felicidade duradoura? • Design precisa ser sempre bom? • Um objeto pode ser uma expressão de nossa sociedade? • Porque o design acredita não necessitar de uma teoria? • Porque qualquer um pode se chamar de designer? • A necessidade social do design é um romantismo social irrealista? • O design pode ser político? • O design tem que ser ético? • O bom design é democrático? • Pode se decidir democraticamente sobre o design? • Precisamos de designers estrelas? • Somente os projetos produzidos têm valor? • Os melhores projetos acabam engavetados? • O que faz um designer ter sucesso? • A inteligência prejudica o sucesso do design? • Um bom designer pode ser superficial? • Os designers não sabem ler? • Porque querem os designer sempre reinventar as coisas? • Porque os designers não admitem ser inspirados por outros projetos? • O sampling só existe na música? • As citações só existem na literatura? • Porque os designers lidam tão mal com o passado e a tradição? • Os designers se interessam por sua própria história? • Há designers no Congresso Nacional? • São os designers advogados do consumidor ao invés de agentes da indústria? • A economia impulsiona o design ou o design impulsiona a economia? • Porque os designers se tornaram tão apolíticos? • Os designers ouvem o marketing? Como conseguiram os publicitários se afirmar como criativos, quando eles servem mais ao comércio que os designers? • Como os criadores de tendências se tornaram tão importantes? • Devem os designers ser tão livres como os artistas? • Porque os designers acreditam que devem argumentar com termos do marketing? • Porque o significado econômico do designer deve ser mais importante do que o social? • Porque a divulgação sobre design é tão ruim? • Porque não há programas sobre design na televisão? • Quem é a Maria Gabriela do design? • Quando o design perdeu a sua relevância? • Que idiota criou os termos Designer Babies e Designer Drugs? • Porque as instituições do design fazem tão pouco pela imagem do design? • Porque acreditamos que o design tenha que ser limitado em relação às fronteiras das outras disciplinas? • O design pode ser uma tendência cultural autônoma? • Como, em um grupo tão pequeno, não se consegue concordar com alguns ideais? • Pode o design transformar a sociedade? • Quando se inicia o século do design?

© Markus Frenzl | designer, www.4gzl.de
tradução: Freddy Van Camp
texto enviado pelo Douglas D’Agostini


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